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21
Abr17

NOCTURNOS

por Does a name Matter

 

 

 

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São as noites, que passeiam o meu corpo sem sombra, pela escuridão onde só uma Lua reina imponente e nua, envergando apenas um manto de estrelas, como capa, o pior dos meus dias extenuantes... cheios de um indesejado sol que me ameaça com cinco meses de Verão. Um, inacabável... inferno!

São elas que teimam em estender uma carpete, vermelho sangue, onde desfilo as minhas lágrimas e suspiros, pressionando, ao limite, teclas condenadas ao degredo de remar e de levar a bom porto, as palavras que me servem de nau, para que não me desgrace mais, num mar crespo e... não volte mais do abismo onde me afundo.

São as noites... o abrigo das dores que me martelam os ossos, rebentam com as têmporas e oprimem o coração! Pobre, alma. É nelas que sorvo a última lufada de ar que me permita aguentar até ao minuto seguinte e daí, até o sono imperar, já ao romper do dia, antes que decida terminar tudo e não ache préstimo em nada do que faço, nem na vida que me foi servida ao jantar.

São as noites o meu martírio, a condenação e o consolo! É a trombeta do lusco-fusco anunciado as trevas profundas, que estala no meu peito como um gongo, fazendo a adrenalina instalar-se, o músculo rei pulsar mais forte, rápido e voraz... e como um vampiro silente, rejubilar, na antecipação do festim que se aproxima. Sou eu o prato, o garfo e a bandeja. Sou eu a cadeira, a toalha e a mesa. O menu e o vinho a acompanhar. Sou eu a ceia e hei-de ser o jantar.

São as noites que me consomem, como eu as desgasto a elas. Elas, que me enlouquecem e desesperam. São as noites que me enervam e a franca possibilidade, de ir-me e não voltar. O aperto na glote. O suor, que gela.  São os pensamentos tal, qual, rojões em noites de S. João. É a decepção de olhar à volta e nunca estares, onde eu te ponho. É a música, por fim, que nunca pára de soar como um tropel, a trote, conduzido por um coro de arcanjos, que vem em meu salvamento. As noites! Serão sempre as noites, quando todos dormem e eu alucino, que fazem por mim... e de mim, o que ninguém é capaz... e eu não sei explicar.

 

 

 

 

 

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21
Abr17

NÃO ME ESQUEÇAS, POR FAVOR...

por Does a name Matter

 

 

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Esquivámo-nos, pelos dedos, num dia de maré vaza. Esbracejámos tanto para nos mantermos à tona, em dias dele, inchado e encapelado, que terminámos náufragos em ilhas distantes sem hipótese de comunicação.

Todos os ramos que apanhei, coberta de equimoses e tentei fazer queimar, para escrever... "ainda te amo, muito" no ar "não me esqueças, por favor" com os impiedosos raios de sol, que não me davam trégua, não se incendiaram. Nem com o ardor da minha paixão por ti, descobri, forma.

Lá... onde estavas, desconheço se pensavas em mim. Assim, tão miserável quanto eu. Se olhavas o horizonte, procurando descortinar-me. Alguma notícia, ou sinal. Morri, portanto, à míngua de ver-te. Saber-te. Sentindo-me, afundar em tudo isto. Amor! Desejo. Falta. Tanta, tanta... saudade. Febril, paixão!

E nunca soube se me morrias, entretanto, igualmente envenenado por esta dependência inquinada que temos um, do outro, de mão estendida para o azul indistinto, entre céu e mar, ou algum anjo redentor te salvou.

Sei que ao fechar os olhos... a última visão sobre a Terra, foi, a tua. Vi-te, sorrir-me. Parecias, tão perto... mas quando tentei reerguer-me, num derradeiro e estóico esforço... escorreste-me olhos abaixo e desapareces-te-me aos pés, sem poder chegar-te. Tombei e desisti, como se fosse humanamente aceitável!

E... "não me esqueças, por favor..." estava escrito pelas nuvens reunidas, no ar, em braçados, precedido de... "Amo-te, muito, ainda..."

 

 

 

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20
Abr17

SEMPRE FUI ASSIM...

por Does a name Matter

 

 

 

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Quando todas tinham laços nas tranças, vestidos armados, soquetes branquíssimos e sapatos de verniz, eu... corria, descalça! Despenteada e era terrivelmente livre e feliz. Chamada a ser, como as outras, fui sempre diferente... e ainda hoje é nisso que se centra a minha força! A genuinidade. 

 

 

 

 

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19
Abr17

A ROCHA

por Does a name Matter

 

 

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Podes, contornar-me. Pontapear-me. Pisar-me, até. Lembra-te que, ao seguir, sucede sempre a volta. O regresso! Até o mundo não escapa, de passar pelo mesmo lugar, na rotação igual à que teve.

A minha força, não é lutar... é resistir(te). A ti e a tudo! Quando voltares, depois de teres andado por lá, a fazer o que muito bem te apetece! A tentar esquecer-me, quem sabe, vou estar aqui!

Sempre, no mesmo lugar. Igual a mim mesma. Fiel ao que quero. Aquilo, em que acredito. Sem desviar-me para o lado. Sou de pedra! Sou... uma pedra. Uma, rocha. Uma inútil e medíocre pedra, igual às mais, que são como eu e que desprezas. Contudo... pareço, julgo não errar, ser-te uma pedra no sapato. Um corte na alma. Uma impressão a fogo no peito. Uma inquietação infinita na mente. Por quê?!

 

 

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17
Abr17

INDECISÕES...

por Does a name Matter

 

 

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Detesto tudo que é indeciso. Abomino-me, quando me atrapalho e fico oscilante, entre isto e aquilo. Até as lágrimas prefiro que tombem bastas, como a chuva! Sucedam, umas às outras, em catadupa, como os soluços que se engolem baixinho. Não lhes acho proveito, quando se formam no olho e ficam ali a agarrar-se a tudo que podem à volta,  ou tímidas, retidas ao canto, sem saber se hão-de cair e revelar-se.

Detesto tudo que se embrulha e complica em gestos. Dificulta, contrai, ou subtrai-lhe o que é simples e fala por meios sons, guinchos ou frases imperceptíveis. O que zanza de um lugar, a outro, sem saber o que quer, para onde ir... vulgo barata tonta! 

Prefiro ser esbofeteada, ou esventrada por um gesto, palavra, ou olhar, que... ser-me igual a nada, o que apresentam. O que presumem que suporto.

Adoro ser assolada por um furacão de impetuosidade. Fustigada por um vendaval de surpresa e... sentir-me viva e a vibrar por dentro. Mais! Sentir, fascinação. Paixão, pelo que assisti... foi dito, feito ou mirado, daquela forma a que ninguém fica indiferente. Prefiro mil beijos rudes, quentes e cheios do que querem dizer e sentem, do que um leve roçar de lábios e uma promessa. Quero que a vida me marque, abalroe e faça, por que não, tombar de espanto e de gozo.

Mas, também gosto do manto diáfano sob o que me farão desvendar. Da química e mistério antes, para me render totalmente, ao que vem a seguir.

Gosto que as lágrimas me caiam aos pares, como quando chove bem! E de mergulhar nesse fluxo e de encharcar-me, sem olhar ao prejuízo. De tudo... por inteiro! Intenso. Nem que seja abrupto. Só assim, vale a pena... este, viver-se arrebatado! Não gosto de meias palavras, actos que não se dão... para que os bebamos, sôfregos, por mais.

 

 

 

 

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15
Abr17

TRULY YOURS

por Does a name Matter

 

 

 

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Sabes, que quando parto... nunca sei se me aproximo de ti. Se nos cruzamos a meio do caminho. Quando, chego... nunca sei se estou mais longe, ou se andasse um bocadinho mais, me poderias receber nos braços.

Sabes que indo, ou chegando, levo-te sempre! Não fazem diferença, na realidade, todos os percursos que faço. O nunca perceber se andei de mais e de repente... passei-te, sem ver, ou se me falta sempre um passo, para cair-te em cima!

Sabes, tão bem como eu, que nada disto importa e que eu nunca, mas nunca, passaria por ti sem reparar. Isso, só, se tudo em mim tivesse terminado, significando, exactamente, o que quis dizer. Morte! E mesmo assim, tu!  

Tu, tu, tu... tu, meu amor! Que és mais que eu e quem ponho acima de todos, estarás sempre comigo. Não, duvides! Arranjarei, maneira de voltar para ti. Nem que não me queiras. Mas, isso... também não importa!

Contento-me por te saber, apenas, quando não tenho a mínima preocupação por saber o que me acontece. Ou se me perco por aí.

Um dia, quando já não for gente... hei-de ser-te, beijo, ou lufada de ar doce. Hei-de, ser-te, tudo o que hoje não posso e desconheço se queres. Queres? Hei-de protelar ao máximo que a morte te leve, mesmo que ao ires com ela, ficasses mais perto do lugar onde estou.

 

 

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15
Abr17

SONO DE PEDRA

por Does a name Matter

 

 

 

 

 

 

As pedras não terão sentimentos. Então, por que racham? Porque se "desfazem" com os abraços do mar? As pedras são apenas pedras?  Não!

São casas, castelos, pontes e beiras de estrada, forrando passeios. São desenhos no chão, ou elevaram-se no ar, sem sabermos, na maior parte das vezes, como de enormes, foram ali parar. As pedras podem ser figuras de gente. Representá-las, em estátua. Identificá-las, quando assinam. Gente... com nome de rocha. Portanto, uma rocha... supostamente, sentirá.

Rochas dão bons assentos para o cansaço, são tampão para uma enchente, esconderijo para quem brinca ou necessita desaparecer". Protegem do sol e de outras pedras atiradas. Dos paus e das balas, que resvalam em si. Podem ser usadas no dedo, quando lapidadas em anéis...

E podem ser colchão! Cobertor. Podem, na sua superfície rugosa, irregular e porosa, constituir um ombro amigo, quando nos ouvem sem censurar. Podem, morrer! Porque alguém, um dia, também as fez explodir em pedaços.

 

 

 

 

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13
Abr17

DOR EMOCIONAL

por Does a name Matter

 

 

 

Como lidar com as perdas emocionais?

 

 

"Muitas vezes na vida é preciso enfrentar a perda de um objecto ou de uma pessoa amada. Situações como essa acontecem desde a mais tenra idade, quando, por exemplo, uma criança perde o brinquedo favorito ou quando bebé passa pelo desmame vivenciando a perda do contacto com o corpo da mãe para tornar-se um sujeito, até a fase adulta, período em que a perda passa por um processo de resignação tornando-se ainda mais dolorosa.

Independentemente da idade, do género, raça ou classe social, essa trajectória é comum a todos e é preciso que lidemos com a presença do sofrimento que, em muitos casos, é tão intenso que o sujeito não sabe como suportá-lo ou mesmo como cessá-lo. A boa notícia é que há maneiras de lidar com essas perdas emocionais e tratamentos para auxiliar nesse estágio tão difícil e universal. Veja mais informações sobre essa fase e sugestões de como é possível lidar melhor com ela:

Entendendo a perda emocional

É sempre importante saber o que acontece com você quando está em sofrimento psíquico. No caso da perda, o sujeito passa por uma fase transitória a qual Sigmund Freud definiu como luto. Resumidamente, nesse período o sujeito perde um objecto com o qual mantinha uma relação de amor. Pode ser um ente querido, um ex-namorado ou um amigo, ou mesmo uma cidade (no caso de mudança) e um estilo de vida (quando acontece uma transformação nas condições financeiras, por exemplo).

É importante ressaltar que o luto, para Freud, se difere da melancolia, pois é comum que as pessoas confundam um com o outro. O primeiro é um estágio transitório da vida do sujeito que, ao perder o objecto amado, passa por etapas até encontrar outro para depositar sua libido e amor. O segundo, por sua vez, é uma patologia em que o sujeito se identifica com o objecto extraviado.

Do luto surgem várias consequências para o sujeito, que entra em estágios emocionais distintos guiados por sentimentos, como medo, culpa, raiva, entre outros. Em todos esses momentos, porém, é a tristeza que assola a nossa percepção da vida. Para modificar esse quadro um dos pontos mais importantes é posicionar-se frente ao sofrimento de forma activa, buscando formas de resolvê-lo.

Conheça algumas práticas importantes para lidar melhor com essa fase:

Não se isole: fale com alguém

A chave para recuperação do luto está na fala. É por isso que, antes de mais nada, é preciso evitar o isolamento — comportamento pode parecer muito atraente nesse período — e conversar com outras pessoas acerca do assunto, sobretudo com um psicoterapêutico. Para alguns, essa sugestão pode soar contraproducente, afinal, seria o mesmo que “cutucar a ferida”. É claro que cada pessoa tem um tempo diferente, mas o ato de conversar, nesse caso, serve mais como uma forma de cicatrização do que qualquer outra coisa.

Tente enfrentar a culpa

Outro caminho importante é não deixar se tomar pelo possível sentimento de culpa. Isso porque, na maioria das vezes em que isso acontece, o sujeito em sofrimento tende a se sentir responsável pelo acontecimento, deixando, assim, de distinguir o que é real ou não. Em alguns casos, por exemplo, passa a acreditar que poderia ter previsto o fato, mesmo sendo algo impossível de acontecer.

Não conteste seus sentimentos

Todo mundo sabe que o processo de perda envolve um turbilhão de sentimentos fortes que incomodam e causam tristeza em qualquer pessoa. Senti-los faz parte do processo de cura, portanto, é essencial não reprimi-los. Quem opta pelo contrário tende a levar esses sentimentos presos dentro de si pelo resto da vida sem tratá-los. O resultado, nesse caso, são pessoas traumatizadas, amarguradas e, muitas vezes, incapazes de experimentar novamente a alegria.

Você já passou pela experiência de perder algo ou alguém muito querido? Conhece alguém que não tenha conseguido se recuperar? Nos conte um pouco da sua experiência e vamos continuar essa conversa!"

 

Para ler depois:

 http://www.escolapsicologia.com/10-dicas-para-aliviar-o-sofrimento-emocional/

 

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08
Abr17

O FESTIM DA ALMA

por Does a name Matter

 

 

 

 

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O corpo deitado na cama, tapado com a manta na parte posterior, estava imóvel, de olhos fechados e dobrado sobre si para a esquerda. Quebrado pela madorna do cansaço e da falta de estímulos que a maleita traz. 

Conquanto, o espírito dançava. Contorcia-se e requebrava em movimentos amplos. Rodava sobre si numa espiral lendária sem tempo, ao som da música que enchia o aposento. Dançou, dançou e continuou a dançar, sem nunca aparentar traço de fadiga.

 

 

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07
Abr17

EXTENUANTE

por Does a name Matter

 

 

 

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Tombo a cabeça sobre a mão esquerda. Ao mesmo tempo, o indicador e o polegar pressionam-me o canto dos olhos fechados.

É um facto indesmentível. Sinto-me psicológica e fisicamente exausta! Tenho eras, acumuladas sobre as costas. Muitas delas glaciares. Há dias em que contabilizo séculos. Não sei como ainda respiro!

 

 

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